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13/1/2014

14:12

"CAUSOS" Tchivinguiro by Antero Sete

"Tchivinguiro + 1 causo" acontecido em 1965 nas matinés dançantes promovidas nas tardes de domingo pelo Rádio Clube da Huila, envolvendo um grupo de cinco colegas dos quais não vou citar nomes porque, infelizmente que eu saiba, dois já faleceram e os outros sabe-se lá Deus por onde andam, apesar de ter encontrado um deles no almoço do Cartaxo. Mas vamos ao "causo".
Relembrar aqui que o dinheiro da mesada era sempre curto, não será necessário isso mas, relembrar os estratagemas inventados para o fazer render mais isso, sim, é um "causo"!
Numa das tarde de domingo, o grupo do qual eu fazia parte, juntamente com três colegas que frequentavam o 6ºano e um outro do 4º resolveu como era costume ir ao baile, mas desta vez sem pagar a entrada. Puxando, em conjunto, para toda a criatividade e maldade nos dada pelo Criador e com total acordo, já que um dos colegas era negro, resolvemos, com a sua concordância, que ele seria o ultimo a entrar e depois nós o colocaríamos lá dentro. Em fila indiana nos apresentamos na portaria e um a um fomos entrando dizendo para o porteiro: "o ultimo da fila está com os bilhetes!" À medida que entravamos, nos dispersávamos pelo interior do salão, até que o ultimo da fila, nosso colega, ao tentar entrar sem bilhete foi barrado e nem adiantava que ele berrasse para o porteiro que os bilhetes tinham sido entregues pelo primeiro da fila, porque o porteiro inflexível afirmava que os outros que entraram diziam que os bilhetes estavam com o ultimo. Premeditadamente, nós os que já estávamos lá dentro, deixávamos criar um certo tumulto na entrada e reunindo todos os outros nossos colegas que estavam no salão, nos dirigiamos ao porteiro indagando: "O que está acontecendo aqui? Você não deixa entrar o nosso colega, só porque ele é negro?
Aí o coitado do porteiro caíu das nuvens, até o policia que era obrigado a permanecer na porta, começou a olhá-lo de lado!
Entretanto o Venâncio, do Rádio Clube, ia-se aproximando muito sem graça, de antemão, sabendo que aquilo era armação nossa e sem muitas explicações para o infeliz do porteiro, permitiu a entrada do nosso colega, "barrado na porta do baile", para evitar um escândalo maior.
Moral da estória, exceto eu, claro, como tem colegas, nossos malandros de mais...
2 Comentários.

Posted by Tchivinguiro Webservices:

Milu Vasconcelos
Excepto tu,claro....o resto é só malandragem!!!

Antonio Coelho da Cunha
Malandro que é malandro nunca se assume. Diz sempre que é o outro. Ti conheço.

Rui Torrinha
E o Torrinha eh que era o terrîvel . . .

Hernani Torrinha
mas qual torrinha eu sou um santinho

Luis Soveral
O Rui Torrinha não !
Antero Gonçalves
Luis Soveral, vou defender a família Torrinha, nenhum deles estava envolvido nessa, mas conheço, no mínimo dois "causos" de um membro dessa família que ainda hei-de contar.

Manuel Inacio Nunes
E tu Sete eras o mais sossegado???????? Porque será que não acredito ??????? Abraço.

Rui Torrinha
Calma não te Estiques . . .

Hernani Torrinha
Eu sei quem são os actores dessa cena no rádio clube ,eu estava lá tb .O alho já moprreu ?

António Leite Saraiva
No nosso tempo também havia o baile nos Bombeiros e num desses o nosso querido colega "CARAPAU" Cabêdo Machado resolveu mudar a orquestra o que não foi bem aceite e toca de pegar fogo à tenda dos bombeiros acabando por a malta do Tchivinguiro sair na Ramona da polícia ! Coisas da vida !

Hernani Torrinha
essa é verdade eu est ava lá kkk

Antero Gonçalves Saraiva,
se não foi no mesmo baile, foi num outro em que eu, Legot, Helder Brito e se não estou em erro o Seara "Pipas", fazíamos companhia ao Cabedo e à sua amásia do momento, uma moça chamada Elisa ou Elvira, que se fazia acompanhar de mais umas 3 ou 4 "meninas". A confusão começou porque a organização do baile veio-nos convidar...acho que vou contar isso num "causo" futuro! Sei que estavam lá mais colegas do Tchivinguiro, mas não me lembro quem eram. Aquele abraço.
15/1/2014 @ 13:30

Posted by Tchivinguiro Webservices:

António Leite Saraiva
O local era fechado por folhas de palmeiras, O Cabêdo com uma caixa de fósforos a incendiar o cerco e o Jorge Oliveira e outros atrás a tentar apagar o incêndio que ia avançando até que houve a intervenção da PSP e foi o pessoal todo transportado ... Quando o Cabêdo subiu ao palco para substituir a orquestra e foi posto na rua à força ai é que começou a maka e vai disto incendiar os bombeiros ...BOM ANO 2014 e aquele ABRAÇÃO PARA TODOS.

Antero Gonçalves
Saraiva, deste "causo" não tinha conhecimento! Pelos vistos os bombeiros eram "fregueses" do Cabêdo que, aliás as estórias com D. Carapau são tantas que até passavam despercebidas!
15/1/2014 @ 13:31

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