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20/2/2014

18:54

TCHIVINGUIRO + 1 “CAUSO” ... TRNASPORTES DA ESCOLA...A CARRINHA. by Antero Sete


Antero Gonçalves
TCHIVINGUIRO + 1 “CAUSO” ... TRNASPORTES DA ESCOLA...A CARRINHA

Como referi no “causo” anterior, hoje vou recordar a “carrinha” que por razões desconhecidas pouca afinidade teve com a malta, pelo menos a do meu tempo, mas que nem por isso deixou de ter enorme importância para os deslocamentos das mercadorias e algumas vezes quebra-galho da turma.
Esse veículo ficava sob a responsabilidade de um outro motorista, de nome António, contemporâneo do Morais, mecânico, e que também não era “maneta” a conduzir, além de ser possuidor de um calibrado “pé de chumbo”, o que muito agradava à galera irresponsável e amante das emoções, principalmente quando o António arrotava a álcool!
Como já foi dito, ficando o “Batuta” apeado e para não recorrer ao seu veículo particular, deitou mão da dita cuja carrinha, cuja marca esqueci e aqueles que se lembrarem, podem escolher entre Dodge, Fargo ou De Soto.
Com essa carrinha, depois de um refinado e caprichoso banho de oficina, com o "Batuta" dirigindo, fizemos uma excursão até Moçamedes, descendo a serra pelo Bruco e aqui abro um detalhe para destacar as habilidades automobilísticas do “Batuta”, que em alguns trechos da picada largava o volante e batia palmas ao se aproximar das curvas, criando uma atmosfera de euforia a que nós correspondíamos com calorosos aplausos. 
Para essa excursão a Moçamedes, além da carrinha fez parte o nosso novíssimo maximbombo, na época batizado como D. Sebastião o “Desejado”, que descendo por Vila Arriaga se encontrou connosco no Caraculo onde fomos recepcionados pelo Dr. Santos Pereira, que após as visitas às instalações e as respectivas explicações técnicas sobre a raça, manejo e aproveitamento da pele, exigência da vaidade feminina, fomos banqueteados com uma inesquecivel caldeirada de borrego Caraculo, servida no capricho, como se diz no Brasil e regada a "Sanguinhal", legitimo, que nem o Filinto Elisio, da Velha Guarda, rejeitaria...
Após a patuscada, lá seguimos viagem, esparramados na carroceria da carrinha, além de mim, "Sete", tumultuavam o Coelho da Cunha "Narça", Legot "Violas", Seara "Pipas" e Helder Brito "Robufa". Na cabine, além do “Batuta”, rebaixado de Director a motorista, iam mais dois colegas, que como não participavam da lambança que faziamos na "geral", acabei por olvidar dos seus nomes, talvez um deles fosse o “Tatu”, Pablo.
Mas, emoção como as viagens feitas na querida Caravela para uns, Caramela para nós, os mais intimos, não existia e nem existe em lugar nenhum, principalmente quando o Morais, mecânico, assumia o volante...mas isso, já faz parte do próximo “causo”.
Aquele abraço!
5 Comentários.

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Antonio Coelho da Cunha
Meu amigo Antero,para os amigos Sete. Estás um pouco esquecido e confuso. Ao volante Dr.Pablo o nosso querido Director Batuta. Ao lado Guida e Jorge. Dirigindo as operações D. Emila, para alguns Mãe Emilia. Na carroceria da Dodge, Sete, João Fernando ,o Tatu, o Risadas( não me lembro do nome), Legot, e Seara, o saudoso Pipas, meu particular amigo até ao fim da sua vida. A partir do Bruco a viagem foi sensacional, animada,com cantigas,poemas e trocadilhos. Do Karacul até Mocamedes a desgraça com desarranjo intestinal em especial, eu e Legot. Não foi da carne de cabra de leque que o Dr. Santos Pereira nos, presentiou. Sim das mangas e das laranjas que comemosno Bruco. Recordas? Um abraço.
20/2/2014 @ 18:59

Posted by Tchivinguiro WebServices:

Antero Gonçalves
Antonio Coelho da Cunha, que bom ter um retorno e a tua memória estar melhor do que a minha, a Guida era a filha do "Batuta"? O "Risadas", também conhecido por "Moçambicano" era filho de um Juiz (português da India, talvez Goa) transferido de Moçambique para Luanda, e de uma senhora muito bonita e bem mais nova. Tinha também uma irmã que seguia a "fôrma" da mãe! Todo este arrazoado foi para tentar lembrar do nome completo do "Risadas", mas só consegui lembrar de Álvares! Me lembro perfeitamente do renhido desafio que travamos na criação de quadras que eram cantadas e aplaudidas pelos "monangambas" da carroceria, do vosso desarranjo intestinal (ainda bem que não foi mental), da nossa hospedagem em Moçamedes, nas instalações de um clube de futebol, na mensagem de agradecimento que escrevemos num quadro negro existente no local, na carta que a diretoria do clube escreveu para a Escola, elogiando o nosso comportamento e o agradecimento que deixaramos escrito e, incrível, não consigo lembrar mais nada de Moçamedes, a não ser do passeio que fizemos ao deserto para observar a Welwitchia mirabilis e a explicação do "Varrão" Arnaldo de Sousa sobre a planta e a origem do seu nome. Da viagem de regresso nem lembro de nada. Porque seria? Mas de uma coisa tenho a certeza, a caldeirada no Karacul era de cordeiro daquela raça, até para dar destino à carne , ainda de leite, dos borregos abatidos para aproveitamento da pele.
20/2/2014 @ 19:00

Posted by Tchivinguiro WebServices:

Manuel António Nascimento Coutinho
É muito bom,termos colegas junto de nós que nos deliciam com estes "causo".Um grande abraço para todos.

Milu Vasconcelos
Gosto que me farto destas descrições!!!O meu abraço.
20/2/2014 @ 19:01

Posted by Tchivinguiro WebServices:

Antonio Coelho da Cunha
Meu querido amigo Antero, Sete para os amigos. Afinal a tua memória é prodigiosa. Avivaste a minha. O nome,do Rjsadas não era. Souto e Alvares? Mas sempre é bom lembrar. O pai era Juiz a mãe era bonita e bem " apessoada". A irmã não conheci mas, acredito em ti,que tens bom gosto e tens "olho vivo" nada te escapa leãozinho. De resto tudo que acrescentas está na minha memória,das instalações do clube, onde eu e Legot ficamos de conserva,tendo a D.Emilia levado -nos sulfaguanidina, para eu e Legot tomarmos.Voces foram visitar as hortas e pescarias. Eu e Legot fomos para a praia e andamos a estrumar a praia, fazíamos buracos na areia,sentavamos ,tapavamos o buraco e mudavamos de sitio. Lembro-me da visita ao deserto, o Varrăo a fazer a sua explicação muito teatral " os bueres(boeres) andaram kilhometros e kilhometros, cheios de fume(fome) e ...." do regresso lembro-me de irmos novamente na carrinha, por Vila Arriaga subir a Serra e chegamos à hora do jantar à Escola cheios de "fuuume" e se calhar comemos bode guisado, porque de vez em quando havia uma limpeza no rebanho da escola, e vai bode durante uns dias. Dos borregos do karakul tens razão. Da cabra de lequen foi muito mais tarde. Um abraço.
20/2/2014 @ 19:02

Posted by pengobatan hepatitis B:

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